Parece que os momentos de luto precisam ser regados a comida. Já passou por alguma situação de morte na família? Pois é! A casa fica cheia de parentes e a única coisa que não para de circular pela casa são os comes e bebes. Seria uma ocasião perfeita para uma festa, só que meio às avessas, em meio ao torpor resultante daquela dor imensa da perda, estimulamos o nosso paladar como nunca para obter algum conforto. Foi isso que aconteceu em uma semana por aí, marcada pelo luto, marcada pelo adeus.
A mesa estava tão linda e bem posta com castiçais de vela, talheres finos que pareciam algo da renascença, estávamos ali sentados nos confortando com comida: pães sírios, taças de vinho e um carneiro assado, tentando desviar dos assuntos que remetiam à partida, à terminalidade, àquele buraco no peito.
Então, começamos a degustar os pães, os molhos especiais, uma culinária tipicamente árabe (com aquele singelo toque brasileiro), discutimos sobre gastronomia, fé e por fim sobre a partida, falar também conforta, mesmo que as lágrimas ainda insistam em rolar pelo rosto e seja necessário a medida de um cálice de vinho para aplacar a dor ou se utilizar de uma lembrança feliz para suspirar e manter a postura.
Porque, boa parte das pessoas vão sem avisar, a morte de qualquer forma não é muito fã de deixar recados e mesmo que ela pareça certeira, ainda sim, tem a capacidade de nos ferir, de nos separar do bem amado e por fim, de nos obrigar a nos anestesiar, com pão, vinho e carneiro, ou qualquer outro alimento, numa mesa de modelo antigo ou em pé ao lado da mobília da cozinha, com pessoas ao redor ou transitando de um lado para o outro, em uma semana qualquer mas que foi marcada por um luto que nunca será digno de levar o pronome "qualquer" ao seu lado.
segunda-feira, 9 de março de 2015
Olá 2015, porque 2014 has already gone
Acho que o ano ainda está novinho para eu fazer uma postagem estilo "mimimis de fim de ano e blablablá's" né?Confesso que sinto essa necessidade de ficar "prestando contas" a mim mesma a cada ano que se passa. O que não é ruim, porque é bom analisar o que se anda fazendo para verificar se é nesse rumo que você pode garantir alguns de seus objetivos a longo prazo. Falando em prazo...essa coisa de não fazer listinha de ano novo têm funcionado! Eu continuo estabelecendo metas diárias (que vamos combinar, nem elas eu ando seguindo ultimamente). Mas não quer dizer que eu não pense no futuro, ou melhor, que eu não tenha sonhos e tal...mas as coisas andam em um ritmo tão frenético que prefiro me concentrar no agora e esperar que minhas ações repercutam no futuro. Então digamos que sim eu penso no futuro e me projeto pra isso, no entanto, tento viver um dia de cada vez tendo a consciência de que pequenas ações contribuem para metas de longo prazo (tava achando que eu estava vivendo o estilo Zeca Pagodinho é? "deixa a vida me levar, vida leva eu"...kkkkkk).
Outras coisas que aconteceram ou vêm acontecendo é que tenho aprendido a lidar com imprevistos e sendo menos rígida com alguns aspectos como quebra de rotina, porque se tem uma coisa que eu gosto é essa tal de rotina. Não estou afim de listar como eu fiquei assim, pois nunca fui uma criança pragmática ou toda certinha com os estudos mas nessa trajetória linda chamada vida ficamos expostos a diferentes situações e fatores que nos modelam (vocabulário skinneriano levemente dando as caras por aqui).
E aí como fica a igreja, eu, Jesus e tudo mais? Pois bem...se eu pudesse eleger o ano de crises relacionadas a pressupostos teológicos 2014 sem dúvida estaria no topo da escada! E quando digo isso não me refiro a uma crise de relacionamento com Deus (conduta, relacionamento ou algo do tipo) mas sim com os sistemas teológicos e suas perspectivas bíblicas. Não me arrependo de ter pesquisado ou lido coisas sobre crenças e formas de pensamentos que não são defendidos pela minha igreja, até porque a internet está aí e temos acesso a todo tipo de conteúdo (bom e ruim), mas nesse quesito eu fui bem seletiva ao escolher textos e autores. O fato é que depois dessa "viagem" e dilemas calvinistas e arminianos eu resolvi, no fim das contas, dar um tempinho nisso e me dedicar mesmo em servir minha comunidade religiosa e irmãos em Cristo através do ensino da palavra e me manter em oração, não nego que tenho simpatia imensa pelo calvinismo (acho coerente e tudo mais, no entanto, dei um break por enquanto) e claro que mantenho uma postura ética diante disso. Por fim, o que tirei de bom de toda essa situação foi conhecer a graça de Deus de fato, infelizmente, ela é entendida de forma deturpada em ambientes legalistas, mas isso é tópico para outras postagens.
Projetos pro blog? Sabe como é né... eu planejo e saio executando de forma bem espaçada, mas já organizei minhas postagens com marcadores que são esses: "confissões de uma estudante de psicologia" (para postagens relacionadas à vida acadêmica), "curly hair" (para postagens sobre cabelo), "poeminhas" (para os meus poeminhas do senso comum, sem refinamento estilístico), "textos alheios" (para publicação de textos de outras pessoas); novos marcadores: "Cristianismo, mundo e eu" (para postagens relacionadas à religião e afins) e "crônicas" (para historinhas minhas, coisa e tal).
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Sobre o preconceito relacionado à psicoterapia
Acho que estou meio atrasada para começar essas confissões, se já estou no sexto semestre muita coisa já rolou nesse período e um caminhão cheio de paradigmas meus já tombou e ainda tem uns pra caírem por aí!
Começando com os primeiros dias de aula com a sala lotadíssima e os professores quebrando minha visão quanto à necessidade de fazer terapia durante o curso e eu pensei: - Era só o que me faltava! Me tratar pra ter que cuidar dos outros....haa não durou um mês! Durante meus estudos de filosofia sobre teorias aristotélicas, de Platão, Descartes e outros sobre divisão ou não entre corpo e mente, fora história da psicologia, ciências sociais e outras matérias introdutórias que me fizeram voltar atrás quanto a minha objeção de fazer psicoterapia.
É difícil explicar para as pessoas porque um graduando de psicologia precisa fazer terapia porque subtende-se que se a pessoa está estudando para entender o comportamento ou a "mente" do ser humano invariavelmente ela estará apta o suficiente para entender seu próprio comportamento, certo? Errado! Somos convidados a descer do tablado de pseudo auto-conhecimento e admitir que temos resistência (psicanaliticamente falando...) para ter acesso e insight com certos conteúdos internos ou skinnerianamente falando nós não conseguimos discriminar com muita clareza as variáveis das quais nosso comportamento é função (uau, como é engraçado escrever a mesma coisa a partir de perspectivas teóricas diferentes, rs...).
Enfim, será então que todo mundo TEM que se submeter à psicoterapia? Penso que não, porque há pessoas que conseguem passar pela vida e construir uma enorme resiliência diante das crises e sofrimentos que todos passamos ao longo de nossa trajetória. Agora, se você é estudante de psicologia faça! Digo isso em um modo bem imperativo mesmo porque embora o curso de psicologia não seja somente aprender coisas relacionadas à clínica, vale muito à pena vivenciar na prática o que estudamos e é uma jornada incrível que fazemos dentro de nós mesmos.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
História dos cachos - Parte 2
Adolescência
Então, avancemos para adolescência! O ápice das crises existenciais capilares, no qual eu resolvi alisar o cabelo e ganhar minha "liberdade". Depois de tentar de tudo - menos o que parecia óbvio - eu pensei seriamente que meu cabelo precisava de umas intervenções urgentes! Antes de alisar, aos 12 anos eu tive a ideia brilhante de fazer um franjão. Na época foi moda, então você podia ver milhares de meninas com franjão e o cabelo cacheado lambido e pingando de água. Eu me achei linda, uau... uma franja lisa, não satisfeita comecei com um tal de alisamento pra abaixar a raiz.
Ficou "lindo", sério! Aprovação social foi o que não faltou, não sei se tu sabes mas pra um adolescente a aprovação social é tudo nessa vida! É quando negamos parte de nós pra se apegar a uma identidade grupal, o bom é que quando isso passa resgatamos parte do nosso eu, enfim...voltando à história os problemas só começaram quando o cabelo foi crescendo porque no início era bacana ver aquela raiz lisinha e o resto do cabelo com cachos bem abertos, no entanto o cabelo foi crescendo e ficando aquela coisa nem lisa e nem cacheada e o cabelo elástico, quebradiço e cheio de pontas duplas.
Eu não julgo quem alisa o cabelo, mas acho que a pessoa precisa passar por um juízo crítico com relação a si e ver se realmente ela faz isso porque a agrada, ou a forma de ver a si mesma está, em sua maior parte, condicionada àquilo que os outros acham dela. Não teria sido ruim se eu tivesse informação e consciência o suficiente do tanto de cuidados que eu precisaria ter para cuidar de um cabelo alisado (e vamos combinar que dá mais trabalho que um cabelo natural né?), mas infelizmente tive que submeter meu cabelo durante quase 3 anos de alisamento.
Não quero começar aqui o discurso que muitos fazem com relação a cabelos crespos/cacheados dizendo que a sociedade discrimina e parece que se você nasceu com o cabelo assim tem algo errado porque ele é "ruim", acho que a maioria das pessoas já sabem disso certo? Se não...que pena, está na hora de você se soltar dessas amarras sociais que nos fazem criar estigmas pois o que é bonito no Brasil é a diversidade, é você ter pessoas loiras e brancas com o cabelo cacheado, negros de cabelo crespo e olhos verdes e as misturas mais variadas de etnias, isso é lindo! Isso é ser brasileiro.
Vamos ver as fotos né?
Então, avancemos para adolescência! O ápice das crises existenciais capilares, no qual eu resolvi alisar o cabelo e ganhar minha "liberdade". Depois de tentar de tudo - menos o que parecia óbvio - eu pensei seriamente que meu cabelo precisava de umas intervenções urgentes! Antes de alisar, aos 12 anos eu tive a ideia brilhante de fazer um franjão. Na época foi moda, então você podia ver milhares de meninas com franjão e o cabelo cacheado lambido e pingando de água. Eu me achei linda, uau... uma franja lisa, não satisfeita comecei com um tal de alisamento pra abaixar a raiz.
Ficou "lindo", sério! Aprovação social foi o que não faltou, não sei se tu sabes mas pra um adolescente a aprovação social é tudo nessa vida! É quando negamos parte de nós pra se apegar a uma identidade grupal, o bom é que quando isso passa resgatamos parte do nosso eu, enfim...voltando à história os problemas só começaram quando o cabelo foi crescendo porque no início era bacana ver aquela raiz lisinha e o resto do cabelo com cachos bem abertos, no entanto o cabelo foi crescendo e ficando aquela coisa nem lisa e nem cacheada e o cabelo elástico, quebradiço e cheio de pontas duplas.
Eu não julgo quem alisa o cabelo, mas acho que a pessoa precisa passar por um juízo crítico com relação a si e ver se realmente ela faz isso porque a agrada, ou a forma de ver a si mesma está, em sua maior parte, condicionada àquilo que os outros acham dela. Não teria sido ruim se eu tivesse informação e consciência o suficiente do tanto de cuidados que eu precisaria ter para cuidar de um cabelo alisado (e vamos combinar que dá mais trabalho que um cabelo natural né?), mas infelizmente tive que submeter meu cabelo durante quase 3 anos de alisamento.
Não quero começar aqui o discurso que muitos fazem com relação a cabelos crespos/cacheados dizendo que a sociedade discrimina e parece que se você nasceu com o cabelo assim tem algo errado porque ele é "ruim", acho que a maioria das pessoas já sabem disso certo? Se não...que pena, está na hora de você se soltar dessas amarras sociais que nos fazem criar estigmas pois o que é bonito no Brasil é a diversidade, é você ter pessoas loiras e brancas com o cabelo cacheado, negros de cabelo crespo e olhos verdes e as misturas mais variadas de etnias, isso é lindo! Isso é ser brasileiro.
Vamos ver as fotos né?
quarta-feira, 30 de julho de 2014
A História dos meus cachos
Parte 1 - Infância
Sempre pensei em escrever ou contar como eu assumi meus cachos. Esse caso de amor entre eu e meu cabelo nem sempre foi tão harmonioso e feliz! Precisei fazê-lo sofrer um pouco para entender como cuidar e apreciar sua verdadeira beleza.
Vamos começar com a infância. Meu cabelo era bem fininho, liso na raiz, fazia uns cachinhos nas pontas, coisa linda de se ver. Daí cresci e vi que cuidar dele não era tão fácil! Minhas irmãs quando penteavam ele faziam cachinhos coisa e tal... mas quando era minha vez de cuidar, não prestava.
Quando eu tinha uns 7 ou 8 anos, às vezes dormia com ele molhado (o que é um pecado mortal pro cabelo), não fazia hidratação... enfim. Eu chorava horrores porque com o tempo ele ficou extremamente cacheado e era muuuuuuuuuuito, muito cabelo embora todos achassem ele lindo eu não gostava nenhum pouco, toda vez que eu dava minhas crises de ódio ao cabelo com direito a choro e drama meu pai falava: "- menina se tu continuar falando nesse cabelo eu vou passar a máquina nele" ótimo consolo hein!
Em relação ao comprimento ele era enorme e muito volumoso. Meu sonho (como de muitas meninas cacheadas na infância) era ter aquele cabelo bem liso e disciplinado (às vezes me pegava sonhando em alguma fórmula mágica para que ele ficasse bem lisinho) não aceitava de forma alguma o fato dele me dar muito trabalho, no entanto, eu fazia investidas em produtos que prometiam abaixar o volume e dava certo no início, mas depois eu desleixava com os cuidados novamente e o ciclo era sempre esse: ódio e maus cuidados --> descobria um produto "milagroso" --> usava --> dava certo --> desleixava --> ódio e maus cuidados, e assim voltava o ciclo novamente.
O fato era que eu queria um cabelo o qual eu mantivesse os cuidados como se ele fosse liso! Como assim? Bem sabemos que os cachos precisam de cuidados especiais e isso inclui mais de uma hidratação por semana e uso correto de produtos, justamente por causa da estrutura do fio e por ele ser mais seco do que um cabelo liso (coisa que não entrava no meu raciocínio de criança). Daí eu sempre deixava ele molhado, partido ao meio ou de lado, mas sempre lambido na raiz, o meu maior temor era quando ele secava porque eu sabia que ficaria volumoso, então eu amarrava e pronto.
Hoje em dia eu vejo algumas fotos e penso que quando ele estava arrumado ficava tão lindo! Eu realmente sofria de um problema que eu intitulo de SCA (Síndrome do Cabelo Alto) kkkkkkkk. Eu explico essa síndrome e se você tem cabelo cacheado e já sofreu disso vai se identificar! E assim: você sempre acha que seu cabelo está volumoso quando seca, mesmo quando outras pessoas dizem que está ótimo e os cachos estão lindos, daí você olha no espelho e tudo que enxerga é algo grotesco, alto, terrível que precisa ser domado, então você não acredita nas pessoas e pensa frequentemente no que fazer pra se livrar desse cabelo que parece um "corpo estranho" em cima da sua cabeça (acho que fui um pouco dramática né? Mas era assim que eu me sentia).
Fotos
Sempre pensei em escrever ou contar como eu assumi meus cachos. Esse caso de amor entre eu e meu cabelo nem sempre foi tão harmonioso e feliz! Precisei fazê-lo sofrer um pouco para entender como cuidar e apreciar sua verdadeira beleza.
Vamos começar com a infância. Meu cabelo era bem fininho, liso na raiz, fazia uns cachinhos nas pontas, coisa linda de se ver. Daí cresci e vi que cuidar dele não era tão fácil! Minhas irmãs quando penteavam ele faziam cachinhos coisa e tal... mas quando era minha vez de cuidar, não prestava.
Quando eu tinha uns 7 ou 8 anos, às vezes dormia com ele molhado (o que é um pecado mortal pro cabelo), não fazia hidratação... enfim. Eu chorava horrores porque com o tempo ele ficou extremamente cacheado e era muuuuuuuuuuito, muito cabelo embora todos achassem ele lindo eu não gostava nenhum pouco, toda vez que eu dava minhas crises de ódio ao cabelo com direito a choro e drama meu pai falava: "- menina se tu continuar falando nesse cabelo eu vou passar a máquina nele" ótimo consolo hein!
Em relação ao comprimento ele era enorme e muito volumoso. Meu sonho (como de muitas meninas cacheadas na infância) era ter aquele cabelo bem liso e disciplinado (às vezes me pegava sonhando em alguma fórmula mágica para que ele ficasse bem lisinho) não aceitava de forma alguma o fato dele me dar muito trabalho, no entanto, eu fazia investidas em produtos que prometiam abaixar o volume e dava certo no início, mas depois eu desleixava com os cuidados novamente e o ciclo era sempre esse: ódio e maus cuidados --> descobria um produto "milagroso" --> usava --> dava certo --> desleixava --> ódio e maus cuidados, e assim voltava o ciclo novamente.
O fato era que eu queria um cabelo o qual eu mantivesse os cuidados como se ele fosse liso! Como assim? Bem sabemos que os cachos precisam de cuidados especiais e isso inclui mais de uma hidratação por semana e uso correto de produtos, justamente por causa da estrutura do fio e por ele ser mais seco do que um cabelo liso (coisa que não entrava no meu raciocínio de criança). Daí eu sempre deixava ele molhado, partido ao meio ou de lado, mas sempre lambido na raiz, o meu maior temor era quando ele secava porque eu sabia que ficaria volumoso, então eu amarrava e pronto.
Hoje em dia eu vejo algumas fotos e penso que quando ele estava arrumado ficava tão lindo! Eu realmente sofria de um problema que eu intitulo de SCA (Síndrome do Cabelo Alto) kkkkkkkk. Eu explico essa síndrome e se você tem cabelo cacheado e já sofreu disso vai se identificar! E assim: você sempre acha que seu cabelo está volumoso quando seca, mesmo quando outras pessoas dizem que está ótimo e os cachos estão lindos, daí você olha no espelho e tudo que enxerga é algo grotesco, alto, terrível que precisa ser domado, então você não acredita nas pessoas e pensa frequentemente no que fazer pra se livrar desse cabelo que parece um "corpo estranho" em cima da sua cabeça (acho que fui um pouco dramática né? Mas era assim que eu me sentia).
Fotos
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Férias o/
Julho começa e com ele meus projetos falidos de programas legais para as férias! Mas, já sei como isso termina: comigo usando pijama o dia inteiro em casa, me acabando na netflix! hahahahahaha
Juro que estava com muitas ideias de posts durante minha correria do semestre... quando estava escrevendo um projeto de pesquisa eu ficava tão ansiosa que ao invés de fazer o trabalho eu postava no blog! Daí, quando as ideias surgiam eu pensava: vou fazer tudo isso nas férias! E cá estou eu de pijama tentando cumprir o que prometi a mim mesma.
Falando em promessas, eu fiz uma para essas férias: aprender a cozinhar (nunca é tarde para aprender o que você já deveria saber..rs..rs). Pra ser sincera, eu andei por muito tempo fugindo da cozinha, cheguei uma época de mau saber onde se encontravam temperos e afins, eu era uma estranha naquele ambiente. Quando eu era criança adorava ajudar na cozinha cortando verduras, mexendo isso ou aquilo no fogão, me amarrava total. Mas as cenas da adolescência me remontam momentos em que eu chegava em casa, ia direto pro quarto e minha mãe ia pra cozinha e fazia o almoço em uma velocidade record (aquela mulher na cozinha é uma coisa de louco, no bom sentido). As raras vezes em que perguntei se ela precisava de ajuda eu ouvia: "- Não, só preciso que você desça em 10 min para por à mesa".
Por fim, um belo dia eu acordei e falei: Vou aprender a cozinhar!
sábado, 17 de maio de 2014
Confissões de uma estudante de Psicologia
Quando pensei em fazer psicologia, tinha uns 9 ou 10 anos, muito cedo né? Mas não foi escolha definitiva, o curso só entrou pro hall de possíveis escolhas porque durante a vida escolar surgiram muuuuuuuitas outras opções, mas a Psicologia estava lá... intacta!
Perguntei para conhecidos que faziam o curso sobre como ele era e posso colocar as respostas genéricas todas aqui: "é um curso legal", " é maravilhoso", "tem que ler demais", " se você quer ganhar dinheiro, cai fora desse curso pq vc não ficará rica"... nada de novidade né?
Até que um dia ouvi algo incomum, ouvi um: - "Psicologia? Tem certeza? Comecei esse curso e não aguentei, é forte demais!" Confesso que não entendi bulhufas do que a pessoa queria dizer com "forte"ou "não aguentei"! Como assim? Pensei maleficamente: - Claro que você não conseguiu querida, você não bate bem das ideias, o que há de tão forte? O sofrimento? Ah, a vida é assim, mas eu vou estudar, ler... coisa e tal e pronto. Não é assim que a gente aprende as coisas?
Doce engano, ou melhor dizendo
Não quis me prender a estereótipos do tipo: "todo mundo que faz psicologia é porque tem problemas" ou "todo mundo que faz psicologia é doido", negava isso veementemente! Que isso.. é um curso de pessoas equilibradas, que sabem sobre si e querem ajudar os outros... os outros que precisam de ajuda! OUTRO engano, já te adianto que paguei a língua tá? Não precisa ficar aflito!
O grande outro sou eu mesma, eu que sou uma reles mortal, eu que preciso de ajuda. De onde surgiu essa onipotência inexistente e desmedida?
Quem faz psicologia é louco sim, mas isso não faz de você que não faz alguém "normal" até porque explicar esses próprios termos é um saco de tão complicado quando surge o tal do "depende disso ou daquilo".
E vou parando por aqui, com gostinho de quero mais até pra mim! Posso gastar algumas partes falando como cada pensamento meu pré concebido foi caindo, um a um e quer saber? Me sinto feliz por isso! É bom saber que estava errada, faz eu me atrelar a essa minha condição humana que me permite falhar e recomeçar. Enfim... por hoje é só!
P.S: esse é o início uma série de escritos chamada "Confissões de uma Estudande de Psicologia"! Vamo que vaamo!
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