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domingo, 3 de março de 2013

Hoje





Hoje foi uma tarde de nostalgias
Me permiti voltar ao passado mais uma vez
Reabri o baú de memórias, há muito largado
Desde o dia em que resolvi seguir em frente
e parar de ficar querendo só voltar
Sei que vivi um quase eterno retrocesso
Dedicando meu tempo livre em lembrar do passado
Desventura de quem tem memória boa
De quem guarda até cheiros como ninguém
De quem agora já consegue seguir em frente
Foi difícil
Mas ainda estou aprendendo a praticar
A arte de incluir o "des" no meu grande APEGO

sexta-feira, 1 de março de 2013

Textos alheios

Minha criatividade com títulos está cada vez pior! Mas enfim, vamos deixar um pouco de egocentrismo e publicar algo que não seja meu.
Pensei primeiramente em pegar textos que eu achasse legais, de algum desconhecido por aí, mas espera aí... eu conheço pessoas próximas a mim que escrevem tão bem, pq não pegar um texto delas?
Então vamos lá! Esse texto é do Pedro Tarquini, uma pessoa incrível que tive oportunidade de conhecer na facul! Pedro, quando eu crescer quero escrever que nem você ^^

"- Arí, o tema do seminário não é mais “Saúde Mental Feminina”, agora é “A Mulher e
suas Emoções”.

- A mulher e suas emoções? Agora sim... ficou fácil! Eu cheguei a pensar nisso: Como
falar na saúde mental de um ser tão essencialmente emotivo sem tocar nas emoções?

Levando em conta uma das concepções de saúde mental mais válidas pros dias
atuais, ainda que sob algumas análises soe conformista e obrigatório, que é "ser capaz
de fruir a vida apesar de todas as adversidades", a saúde sobretudo emocional da
mulher esbarra nisso o tempo todo, afinal, por mais que hoje se fale muito sobre uma
suposta "liberdade feminina" numa sociedade que cresceu à sombra do patriarcado e
ainda é permeada pelo machismo, esta liberdade é no entanto, uma liberdade de fazer
coisas que os homens fazem com uma configuração mais simbólica e sensível, mais
feminina, contudo, sabemos que as estruturas emocionais de homens e mulheres,
por mais que tenha bases comuns, são bem diferentes, logo, o que é libertador para
um, pode ser a prisão do outro. A verdadeira liberdade feminina poucas mulheres
descobriram. O que é ser mulher hoje? Qual é a nova cara da feminilidade? Que
mutações sofreram os papeis desempenhados por cada sexo?
Hoje se vive uma revolução sexual emparelhada a uma hipersexualização da
sociedade, onde em quase tudo se encontra apelos sexuais diretos ou indiretos,
explícitos ou subliminares, evidentes ou enrustidos, saturados de referencias fálicas
inconscientes mas com roupagem e linguagem feminina. Nesta cultura onde a mulher
conquista cada vez mais espaço; compra e vende, ensina e aprende, dá e recebe como
nunca antes na história, a mulher tem muito mais independência, autonomia, poder de
escolha, de compra, opinião e liberdade do que jamais teve, mas, sendo parte dessa
revolução sexual presente nesta ditadura enrustida em que vivemos, apenas uma
outra forma de machismo sob capa de liberdade feminina, não seriam as mulheres
potenciais vítimas dos próprios direitos e liberdades por elas conquistados?
Apesar de tantas transformações no papel da mulher na sociedade, e embora a
mulher atualmente se permita viver suas relações interpessoais e sua sexualidade das
mais variadas e inovadoras maneiras permitidas, ainda estamos em fase de transição,
de mutação; a mudança já é visível mas, na minha opinião, pouco concreta.
As mulheres da pós-modernidade já ocupam posições nunca imaginadas no
mercado econômico, sexual, na política, nas artes, nas ciências, na religião, na
educação e na sociedade como um todo, entretanto, por mais revolucionarias que
sejam as novas concepções de "mulher ideal", o machismo ainda tem muita força,
força o tempo todo evidenciada num conteúdo cultural (novelas, comédias românticas
e toda uma gama de informações) que reforça a diferença hierarquizante entre os
sexos e a antiga e limitada imagem feminina que consiste numa mulher sofredora,
passiva e escrava domestica da família. Uma mulher doutrinada até certa idade a ser
uma donzela a espera de seu cavaleiro e posteriormente uma eterna Virgem Maria
sem direito a reclames. Ainda é forte a influencia do modelo ateniense de sociedade,
agravado por uma religiosidade que embora mais flexível que na Idade Média, ainda
representa um conjunto de regras obsoletas e tão úteis à nós quanto as bicicletas aos
peixes, edificadas sobre o medo e as repressões como forma de domínio patriarcal,
controle social e manutenção da igreja.
Diante de tal complexidade e diversidade de modelos comportamentais tão
divergentes entre si, a mulher moderna se vê no ponto crítico de um dilema SOCIAL,
SEXUAL, EMOCIONAL/AFETIVO e EXISTENCIAL, se vê diante do crescente desafio
do "ser mulher" no século XXI: Ser competitiva sem deixar de ser companheira, ser
racional sem ser insensível, penetrar meios masculinos sem perder a feminilidade,
ser esposa, mãe e trabalhadora sem jamais esquecer de ser mulher; estar sempre
linda, bem humorada, sexualmente disponível e atenta a todos os detalhes em casa,
no trabalho, no espelho e na cama apesar de todas as exigências, apesar de todas as
adversidades deve fruir a vida, sorrir e ser sempre feliz, ufa!
Manter o equilíbrio pessoal em meio a tantas cobranças é um puta desafio e tem
levado cada vez mais mulheres a uma angustia existencial profunda, desencadeando
depressões, ansiedades, TOC's, síndrome do pânico entre outros transtornos mentais
(emocionais/afetivos), sendo elas as mais acometidas por estes. De um lado temos
mulheres que não suportaram a luta e caíram doentes e frustradas por não terem
conseguido cumprir com os protocolos sociais a elas direcionados desde a mais tenra
infância. De outro temos mulheres de sucesso, jovens, bonitas, independentes, "bem
resolvidas" e colocadas socialmente, que cumpriram com todas as expectativas menos
as próprias, que já nem sabem quais são, não sabem quem são e nem porquê vivem.
E temos ainda as inconformadas e questionadoras, uma minoria de mulheres que não
se adéquam a nenhum modelo "proposto" e querem de fato promover uma possível
igualdade sexual pela cooperatividade entre os gêneros e também caminhar rumo
à descoberta da verdadeira liberdade feminina, liberdade esta que não há de passar
longe da liberdade humana, pois mulheres são antes de tudo seres humanos com as
mesmas necessidades básicas de quaisquer outros, seres humanos que se angustiam,
sofrem, questionam a vida e buscam soluções, buscam equilíbrio, buscam "fruir a vida
apesar de todas as adversidades", buscam saúde mental.
Se a queda no abismo da existência é inevitável a qualquer pessoa, para mulher é
um destino quase tão certo quanto a morte, pois se já sofria antes a mulher que sob
rédeas curtas e regras rígidas tinha que se desdobrar em mil personas, sofre mais
ainda a mulher atual cujo o poder sexual nunca foi tão explorado e se divide ainda
mais que em mil arquétipos com as mais diversas finalidades que não sejam a própria
felicidade, liberdade e paz de espírito."

sábado, 5 de janeiro de 2013

A grande dificuldade de nos ligarmos uns aos outros


Parece que a cada dia que se passa fica mais difícil nos relacionarmos com outras pessoas, e ao dizer isto me refiro a todos os tipos de relações sociais. Às vezes dizer que precisamos de ajuda ou nos abrirmos emocionalmente para outra pessoa é o mesmo que deixar expostas nossas fraquezas, pensamos que seremos controlados pelo outro caso ele saiba como nos sentimos sendo que só conseguimos ser completos através do nosso relacionamento com as pessoas que nos cercam, estamos numa era em que precisamos ser fortes e precisos porque caso contrário o não ser "objetivo" ou racional irá atrapalhar a nossa tomada de decisões ao longo da vida.

As pessoas com as quais tenho uma relação de amizade tão duradoura consiste no fato de que não foi ruim pra mim admitir que preciso delas e que apesar de alimentar uma grande satisfação ao escrever meus problemas pra mim mesma percebi que somente isso não ajudava. Eu adorava ouvir os problemas alheios e por mais que a pessoa que estivesse me contando algo que ela própria não considerava grande coisa eu sempre fiz questão de ouvi-la, mas nunca liguei se seria também importante compartilhar algo meu, na verdade achava chato falar de mim, quem iria querer ficar a par do que eu passava comigo? Só o caderno e uma folha de papel parecia ser o bastante para isso, só que não!

Quando penso e pergunto o porquê de algumas pessoas não fazerem mais parte da minha vida vejo que elas só estiveram compartilhando momentos, coisas, mas nada que nos ligasse emocionalmente, nada que nos fizesse ter contato o suficiente para saber o que estava se passando com o outro, ou como a pessoa realmente se sentia perante algo ou perante si mesma. Costumo dizer que o fracasso de muitas relações sociais, começam com palavras não ditas que só vão aumentando, pensar que não é necessário dizer uma coisa ou outra e deixar passar e passar até tudo se acumular te faz perceber que o que havia construído antes para se aproximar de alguém, agora se encontra há metros, às vezes, anos-luz distante de você.
Pense então, que não é tão ruim se expor pra alguém, não precisa ser pra TODO mundo, mas ao menos a ALGUÉM.

Nada disso poderia ter sido escrito de maneira decente, se eu não tivesse lido o livro do Mark W. Baker, Jesus o maior psicólogo que já existiu.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Adeus 2012


Então, este é o momento mais clichê, em que todos fazem questão de fazer uma retrospectiva, renovar promessas e verificar as que foram cumpridas.
Juro que eu realmente não queria anotar no papel meus planos e metas pra 2013, mas pra uma pessoa que tem necessidade de escrever a rotina diária em um papel, escrever as metas pro ano é essencial. Porque? irei cumpri-las?
Of course not baby!... Eu preciso ter uma direção, quando lembro que praticamente tudo que eu tinha anotado como metas deu errado no começo do ano,  dá vontade de rir, mas lembro que na época eu quis chorar.
Foi o ano mas esquisito , nada de marasmo de fim de ano e nem o pensamento de que "ano que vem as aulas voltam"... lembro que no começo do ano foi horrível, a escola tinha acabado (ora, ora e o drama exacerbado entra em cena).
Ao contrário de todos os seres normais, o fim da escola pra mim era o fim do mundo. O que é estar preparada intelectualmente pra fazer uma faculdade e psicologicamente não? Acho o termo faculdade muito específico, vamos mudar...
O que é estar preparada intelectualmente pra tanta coisa e despreparada pra todo o resto? Primeiro que nem fiz facul no início do ano, fui fazer cursinho pra concurso pagando a minha língua grandemente. Em 2011 a palavra concurso me dava náuseas, pessoas desesperadas estudando como loucas, sem se questionar se prestavam pra servir ao público mas que iam só por causa da tal "estabilidade financeira e profissional" e em 2012 estava eu lá, numa sala lotada e com uma apostila na mão me perguntando: O que eu estou fazendo aqui?
Fora o dobro das crises existenciais, o dobro do drama, o dobro das folhas escritas num caderno, por fim a calma me sobreveio.
Quando o controle da sua vida não está mais com você, então é sinal de que tudo que tu escreves num papel, pode dar muito errado. O importante não é escrever as metas somente, é você saber também o que fazer se tudo der ERRADO.

Planeje, execute se possível, pense o que fazer se TUDO  der ERRADO, mas não se esqueça que Deus está no comando. Foi isso o que aprendi em 2012.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Sem inspiração

Dizem que escrever sobre algo vai muito além da inspiração, ter domínio de alguma técnica na hora da escrita deixa o texto, conto, poema, ou o que quer que seja.. bem escrito! . O fato é que tem gente que escreve de palpite ( exemplo: eu..kkkkkkkkkk) e que necessita daquela palavrinha básica chamada inspiração.

Fiquei meses sem escrever, pensando nas várias coisas que poderia postar e quando tenho todo o tempo livre, o que acontece? Eu esqueço, algo me diz que preciso fazer um roteiro de assuntos quando eu tiver alguma ideia, ainda bem que não tenho seguidores ou algo do tipo. Então digamos que meu blog é um lance sem pressão pública. ("lance sem pressão pública".... definitivamente essa é uma expressão do tipo o fim da picada!..kkkkkkkkkk)

Ok, chega de abobrinhas!!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Amar é uma Decisão



 Longe de toda aquela visão arrebatadora e subjetiva que as pessoas fazem do amor, quero falar no que consiste essa palavra tão presente em nossas relações.

Geralmente quando falamos a palavra amor algumas pessoas imaginam um casal juntinho, todo apaixonado, então vamos partir desse tipo de amor ( entre um homem e uma mulher). A princípio o que une pessoas assim, para namorar e tudo mais é um sentimentozinho maluco e desconjuntado chamado paixão  (inconsciente, louca, curta) mas o que vem depois é a maturidade desse sentimento, que no caso seria o amor.E porque somos nós que decidimos amar alguém? Bom, às vezes pensamos que o nosso coração não escolhe quem amar.... mentira colega!! Isso é desculpa do seu inconsciente!

As pessoas adoram arrumar desculpas pra suas decisões dizendo que uma força do além fez ela fazer algo, acredito que toda pessoa consegue exercer controle sobre si ( a não ser que ela use drogas ou tenha algum distúrbio psicológico..kkkkkkkkkkk, mas isso é assunto pra outros tópicos). Então porque todo mundo é tão idealista quanto ao amor?



Bom, tem vários fatores... esses filmezinhos hollywoodianos são um bom exemplo, influenciam ( mesmo de maneira indireta) o pensamento de que tudo tem que ser maximizado e intenso numa relação e que no fim, apesar dos pesares o casal apaixonado vive feliz para sempre e blablablablabla...

Não quer dizer que eu me recuse a assistir esses filmes, eu assisto, me divirto, choro, como qualquer pessoa normal. O fato é que a cada dia fica mais difícil as pessoas manterem um relacionamento maduro, justamente porque criam em suas mentes um parque de utopias e quando trazem isso pro real, acabam se frustrando e aprendendo ( com muito custo, depois de quebrar a cara milhões de vezes) como ser maduro e racional numa relação.


Pra você amar alguma coisa, ou alguém, você precisa conhecer.. ( dãããã, maas é claaro!) me refiro a conhecer, mas quase no sentido de estudar o que você ama ( hãã??) depois dos 3 meses de paixão ( segundo a ciência, esse é mais ou menos o tempo que ela dura) aos poucos vai caindo aquela venda, e você vai enxergando quem é realmente que está ao seu lado, se você não gosta do que vê quer dizer que tudo q você achava antes que era tãão maravilhoso e tudo tão lindo, na verdade, não tinha base alguma e vc construiu expectativas em cima de algo que NÃO EXISTE.



Então, se você resolve tirar as vendas, conseguir enxergar os defeitos do outro e pensar: será que eu consigo lidar com isso? E ir caminhando, com calma e cautela, acredito que não será tão ruim. Como tudo na vida deve-se seguir uma pirâmide, na qual  você vai subindo aos poucos, isso parece quase impossível pra relacionamentos que mais parecem pirâmides invertidas!!

Enfim, era só TUDO isso mesmo... rs...rs
Depois de uma era sem postar, tinha que ter uma postagem a altura e que compensasse a demora!



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dia do Amigo *---*





Hoje é dia do amigo? Vou ter que acentuar meu grau de melosidade então!


Tentando me afastar de todas as frases clichês, quero dizer que me sinto prestigiada de ter amigos os quais eu amo de forma intensa!Confesso que sou um pouco desnaturada, mas adoro ter com quem compartilhar parte de mim, mostrar quem eu sou, tanto defeitos como qualidades!


É um primor ter vocês em minha vida!Conversar, rir, ser "bullyingada"( nem tudo são rosas...kkkkkkkkk).


Acredito que os amigos que conservei até o presente momento são os que realmente deveriam fazer parte da minha vida, sinto saudades também de amigos que tive, embora não façam mais parte da minha vida, pra eles eu guardo minhas sinceras lembranças!!


Enfim... Feliz dia do amigo!


" a gente não faz amigos, reconhece-os"