Páginas

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Por onde for floresça





Por onde for floresça

Não importa o que aconteça
Confio no meu Criador
Sustentador desde o princípio
Meu soberano Senhor
Caminho seguindo
Confiando no seu amor
Mesmo entre espinhos
Continuo seguindo e florindo
Na graça do caminho que ele mesmo preparou.

Mais um ano se passa e temos 25 anos

Bom, tem um tempo considerável que eu não escrevo. E eu não sei o porquê sempre justifico isso no blog, pois só escrevo pra mim mesma. Eu que leio, eu que curto, eu que compartilho...se eu não for uma seguidora engajada de mim mesma nesse negócio ninguém será kkkkk.
Eu nunca fiz postagem de aniversário, na verdade é sempre uma data complicada pra mim, então eu escrevo coisas sobre isso no meu caderno de anotações pessoais. Minha crise é (ou era) ver que o tempo estava passando e isso vir acompanhado de um misto de sensações de que nada estava mudando na velocidade em que eu esperava, então por conta disso eu tinha a sensação de estar "atrasada".
E eis que estou em um momento de fazer as pazes com essa data, não apenas com ela, mas também com várias questões internas.
Eis um trecho de um texto muito bom que me representa muito nesse momento:

"As mudanças estão lá fora e aqui dentro de nós, mas precisamos prestar atenção às sutilezas. As estações são exercícios de atenção. Um vento que sopra mais frio, a luz mais alaranjada ao final do dia. Uma estação de espera e reflexão, outra de criatividade e produtividade. É preciso ter olhos para ver a mudança dentro de nós e respeitá-la. Admirá-la. Mudar o ritmo sugerido por ela. Deixar que ela nos molde e ensine o que precisamos aprender neste momento. Ver qual é o ritmo necessário para o momento presente." Vanessa Belmonte.

Ao longo desses 25 anos, eu já tive várias estações e respeitar os ritmos da vida é algo que venho aprendendo recentemente. Eu sempre me projetei no futuro: "amanhã eu quero isso, daqui a alguns meses será assim, em 1 ano estarei fazendo aquilo...". No entanto, a vida tem me ensinado mais do que tudo que as estações são parte de momentos que vivemos. Olhar e aproveitar ao máximo esse presente chamado hoje traz um jeito mais leve de ver a vida. É nas pequenas coisas do dia-a-dia que construímos nosso amanhã. E se hoje eu vivo um inverno em minha vida, sei que também haverá espaço para a primavera e o verão, assim como as demais estações. Isso me faz querer enxergar mais das sutilezas do momento presente: a espera, o cansaço, o céu e o sol contemplado no horário do almoço, ao invés de pensar lá na frente e de cobrar de mim uma postura sempre vanguardista. 
Sei que hoje o tempo não me permite pausas longas, sessenta horas de minha semana são comprometidas com o trabalho e faço malabarismo com as outras que sobram. Sei que isso também vai passar, então vivencio cada momento dessa jornada tirando o máximo proveito que posso. 
Agora, olhar as sutilezas e mudanças dentro de mim, são tarefas mais difíceis, olhar para essas mudanças e respeitá-las tem me feito crescer e aprender com o sofrimento e aplicar o que é necessário para o ritmo vivenciado dentro e fora de mim.

Que venham mais anos e com eles novos(velhos) ritmos para aprender e crescer.


Texto escondido de 09/06/2019

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Não se arrependa de ter amado

                                                                         
Não. Não me arrependo de ter amado, de ter acreditado e de ter lutado até certo ponto acreditando que daria certo.

Não me arrependo de ter arriscado, feito promessas, tirado fotos. Sei que foi genuíno, todos os desejos de uma vida juntos.


Mas tive serenidade em meio ao sofrimento de perceber que não daria certo, abri os olhos, enxerguei com a cabeça e com o coração, fui congruente às minhas convicções. E segui. Sigo em frente sem olhar para trás, com paz nas minhas escolhas. Não há arrependimento, não há rancor.

Há saudade, inerente ao processo e ao sentir, não nego. Assim sigo. A vida tem dessas coisas, mas por fim eu confio. Confio no Eterno, que me guia soberanamente.


Um quase Adeus

Pode ir. Vai lá. Pegue suas roupas.
Tire sua presença física, pois seus sentimentos nunca estiveram aqui.
Talvez sempre vagaram distante de nós.
Não faz diferença para quem é marcado por rupturas.
Desde cedo o adeus é meu sobrenome.

Texto de 2015.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Little joy

É aquela faísca
Uma pitada de sorriso
Em meio a uma noite escura
De mágoas e lágrimas.

Rascunho antigo, não lembro nem o porquê escrevi.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Coisas de Rebecca

Nossa, quanto tempo tem que não escrevo nesse blog e revisitar o que foi publicado anteriormente me causa um certo estranhamento, tantas coisas aconteceram...mas, hoje estou aqui para partilhar de algo um pouco particular. Sobre meu processo psicoterapêutico, como sempre disse e defendo, Psi tem que fazer terapia :-D.

Mais um dia de terapia, depois de longas 2 semanas de incompatibilidade de agendas, sento nesse sofá, nesse momento de encontro e confronto. Não vejo motivos aparentes ou assuntos específicos para falar, mas vou soltando uma história aqui e outra lá, fazendo minha linha do tempo, em busca de sentido.  Quando acabo de falar sou pega naquela mesma pergunta que me desconcerta até hoje: - E o que você sente? Poxa...se não consigo nem "racionalizar" sobre isso, não vou conseguir nem falar sobre o que sinto. Isso foi o que pensei, mesmo permanecendo em silêncio. Depois de conseguir, como de relance, lembrar de uma história difícil ocorrida na semana logo sinto que as coisas deram uma clareada.
- E o que você sente em relação a esse fato ocorrido? - Sinto dor. Isso dói.
- Então pega alguma coisa que possa representar essa dor.
Lá vou eu e pego a primeira almofada que me aparece na frente.
- O que você faz com sua dor?
Sem precisar pensar duas vezes, pego a almofada e escondo debaixo de uma manta que estava sobre o sofá, sento em cima. Sou questionada sobre o possível incômodo disso e digo que incomoda.
- Serio? Não parece, olha a sua postura.
E lá estou eu, coluna ereta, pernas cruzadas, lágrimas nos olhos. Logo penso, poxa vida, é isso que faço sempre? Escondo? Finjo que não tá acontecendo nada?
- Pega essa almofada maior ai, vamos ver o que acontece.
Mesmo vendo que seria ruim ficar em cima de uma almofada daquela, lembro que ela não é mais almofada, ela é minha dor.
Vou e escondo novamente. Sento em cima. Pernas cruzadas, postura ereta. Não sei se rio ou se choro vendo como ajo na vida, vendo a situação desse jeito tão escrachado. Sinto o incômodo, mas minha postura não muda.
Trocamos de papel, me ver nessa situação enxergando o outro fazendo o que faço deixa tudo mais claro. Como aprendi a ser assim? Pra quê ser assim?
Reflexões e cabeça borbulhando nesse pós confronto comigo mesma. Vida que segue, sei que terei tempo e espaço para entender e experimentar outras formas de sentir e agir.

E você, o que faz com sua dor?





sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Estágio e Vida acadêmica

Aí está você, todo lindão, sua vida acadêmica indo de vento em polpa, daí você decide que precisa praticar aquilo que está aprendendo. As aulas vão se passando e você se angustia de estar sentado na cadeira vendo aquele "bando" de teoria e pensando como aquilo se aplicaria na prática.
Pois é queridão, isso é um dos sinais que indicam que você está precisando procurar um estágio.

O estágio nada mais é do que um trabalho com finalidade educativa e de experiência, sua carga horária é reduzida e você recebe um trocadinho, ou nem isso, caso seu estágio seja voluntário.

Remunerado ou não, a carga de aprendizagem (dependendo do local e da área em que você pretende estagiar) é muito mais rica do que você ficar aí se angustiando na cadeira da faculdade. E vai por mim, tudo relacionado ao assunto que envolve o seu estágio, na faculdade ganha um novo significado, você compreende bem melhor por viver (ou não viver) aquilo que está sendo descrito.

Tudo que foi elencado até aqui, está relacionado à minha experiência pessoal de estágio que fiz em uma empresa do ramo hospitalar, na parte organizacional. Embora tenham sido apresentados para mim os livros da psi utilizados como base para a elaboração e execução dos processos, digamos que eu não tive AQUELE tempo para mergulhar na leitura, mas como o aprendizado possui uma fluidez entre a prática e o ensino verbal, posso dizer que aprendi muito ouvindo, vendo e praticando os processos.

E olha só, um detalhe relevante para essa experiência foi que eu nunca havia trabalhado nessa minha vidinha, 20 anos sem saber o que era um trabalho! Então eu tinha no meu imaginário a visão mais catastrófica possível do que era um ambiente de trabalho, com coisas do tipo: chefão chato e malvado, colegas de trabalho frios e distantes, cobranças, cobranças e nada de ver o retorno do trabalho realizado (sim meus caros, minha "mente" catastrófica me preparou para o pior).

Só que, quando eu lembro disso eu tenho vontade de rir, mesmo tendo construído uma visão do que era o trabalho a partir do relato de experiências prioritariamente RUINS acerca do que era trabalhar, posso dizer com muita felicidade que eu "paguei a língua". Eu fui extremamente bem recebida, treinada e tive todo apoio possível para execução de minhas tarefas com qualidade, aprendi do que era compartilhar um pouco da vida com os colegas de trabalho, vi que trabalhar no dia 31 de Dezembro (véspera de ano novo) não era tão ruim quando se tem um ambiente com o clima legal para trabalhar. Conheci profissionais da psicologia éticos e comprometidos, senti na pele o que era um trabalho interdisciplinar com profissionais de outras áreas. Enfim, muitos dirão que tive sorte, mas digo que foi graça divina mesmo.

Mas pera aí, você não sofreu nenhum pouquinho? Olha, e como...acha que é tudo um mar de flores? Senti o cansaço na pele, daquele dia que a gente chega em casa em véspera de prova e mal consegue abrir o olho pra revisar um texto, ou no dia que você volta do estágio se sentindo uma bosta por não ter conseguido concluir o que planejava para o dia, lidar com pessoas de outros setores que não entendiam seu trabalho, tive que lidar com minha esquiva de ligações telefônicas: falar com pessoas de hierarquia elevada na empresa e podar a fala para lidar com quem era de um setor operacional, enfim. Tudo isso faz parte, creio que foi uma amostra dos desafios que virão após a minha formação.

Por fim, digo que sou grata, por todo apoio e acolhimento recebido, pelos desafios e limitações encontrados na prática da psicologia organizacional e pelo alívio de ter feito meu trabalho da melhor maneira. E o melhor, por ter feito laços preciosos. E tu? O que está esperando para cadastrar seu currículo?

Segue abaixo o link de alguns sites de estágios:
http://www.ciee.org.br/portal/index.asp
http://www.institutofecomerciodf.com.br/if-estagio-como-participar/
http://www.ieldf.org.br/


segunda-feira, 28 de março de 2016

Industrialização Estudantil

O poema que segue abaixo é muito significativo nessa minha vida de estudante. Ele foi escrito no final do meu ensino médio, naquela época terrível que todos te fazem pensar que a escolha do curso superior é o divisor de águas da sua vida. O tempo passa e a gente vê que as escolhas são sucessivas, seguem e sempre exigem de nós uma posição, não pensava que diria isso mas quem dera se minha preocupação hoje fosse somente aquela de tempos atrás.

 Eu sou produto de uma máquina, uma máquina industrial
 Um produto em fase de produção
 Inacabado
 Instável
 Volátil, me misturando ao ar rapidamente
 Um ar denso, com moléculas de PAS, UNB e vestibular
 Voltando por algum motivo ao estado sólido
 Olho para os operários dessa indústria
 Operários variados, que volta e meia assumem a mesma postura: frente à lousa
 Tentam introduzir em mim algo abstrato, necessário, a matéria-prima: o conhecimento
 Moldando-o a mim, um produto cheio de defeitos, inseguranças...
 Querendo ser útil para o mercado e para a sociedade
 Será que funcionarei?


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

E então 2016...como vai ser?

Dizem que o ano só começa depois do carnaval, por isso deixei pra fazer minha revisão de fim de ano agora, quase em Março! hahahaha.

Digamos que eu mantive uma certa linearidade com as postagens de início de ano, o fato é que praticamente não consegui cumprir tudo que prometi que faria no blog (p.ex., as postagens e tags novas) postei muito pouco. É vero... Foi porque foi um ano de muitas guinadas e como já sou enrolada não separei um tempo adequado para isso.
        O ano de 2015 foi bem desafiador, conciliar estágio e faculdade não foi lá a coisa mais fácil do mundo (mas consegui o/) daí fui surpreendida com boom familiar e quando menos esperei no fim do ano comecei a namorar, pagando um pouco a língua porque já tinha elaborado meu projeto solteirona forever alone (rs...rs).
        Tá, o que temos para esse ano? Bem, vou parar com essa ladainha de planejar só o meu dia e a semana como um todo, vou ter que investir um tempo com planejamentos a longo prazo porque já estou no 8º semestre do curso e preciso pensar com mais cautela e responsabilidade o meu planejamento de carreira.
        Sobre igreja e afins, digo que assumi minha fé reformada de vez, não dá meus caros arminianos e pentecas assembleianos, sou calvinista mesmo! Não vou dar de revolucionária na igreja, pois sigo com ética uma vez que ministro aulas na Escola Bíblica Dominical (EBD) sigo à risca os comentariastas da CPAD, embora pegue uma "birra" uma vez ou outra com a leitura que faço dos conteúdos. Sem crises ou desesperos, estou tranquila. Pretendo me dedicar melhor aos estudos bíblicos para fazer teologia futuramente, projetos que sempre apresento à Deus, para que sua vontade se cumpra sempre em minha vida e que seu nome seja glorificado.
        Aproveito para renovar as promessas com o blog, sim! São as mesmas do ano passado, com a mudança de que, como disse um professor meu desse semestre, não podemos esperar sobrar tempo para fazer o que nos comprometemos, temos que separa-lo, tempo é igual dinheiro, se queremos ter de sobra precisamos poupar e separar a partir daquilo que temos no momento, não pode esperar sobrar porque senão gastaremos sempre com outras coisas. Por isso irei separar um tempo para dedicar ao blog.

 Enfim, que venha a correria, o desespero e a calmaria.


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Faça isso, faça aquilo...

Ode à Frustração
“Trabalhe muito mas tenha qualidade de vida.
Trabalhe muito mas leia jornais e revistas.
Trabalhe muito mas leia livros, veja TV e assista os bons filmes.
Trabalhe muito mas assista aos virais “geniais” que seus amigos compartilham.
Trabalhe muito mas se atualize sobre seus clientes, os concorrentes e o mercado.
Trabalhe muito mas estude inglês e mais uma terceira língua à sua escolha.
Trabalhe muito mas vá a academia. Trabalhe muito mas se espiritualize.
Trabalhe muito mas tenha um tempo pra você.
Trabalhe muito mas tenha tempo para os amigos.
Trabalhe muito mas seja um pai presente e um marido carinhoso.
Trabalhe muito mas tenha um hobbie e toque um instrumento musical.
Trabalhe muito mas cultive hábitos saudáveis.
Trabalhe muito mas participe da vida cultural da cidade.
Trabalhe muito mas faça network.
Trabalhe muito mas esteja por dentro as últimas tecnologias.
Trabalhe muito mas não viva só para o trabalho.Trabalhe muito mas socialize.
Trabalhe muito, socialize mas dê atenção ao seu cônjuge.
Trabalhe muito, socialize, dê atenção ao cônjuge mas durma ao menos 8 horas [...]"

Para mim, esse trecho sintetiza o que vivemos nesses tempos pós-modernos, começar o texto com ele é bem sugestivo para ilustrar como me sinto nesses tempos.

O que escreverei aqui, com certeza, já deve ter sido alvo da fala de muitos, inclusive de estudiosos e por aí vai (engraçado de ter a liberdade de escrever " o que quero" no blog me parece estranha pois fico sob controle de de repente ter que citar alguém ou buscar a fonte exata do que tenho pra dizer, são só sintomas da vida acadêmica..rs).

O fato é que parece que meu ambiente (eu mesma, os outros, e por aí vai) nunca se satisfaz com o que me esforço tanto para oferecer a ele e me vende um ideal de felicidade fajuta que acho que comprei muito fácil, mas que reluto em aceitar.

Por vezes sou bombardeada com história de jovens que fizeram e aconteceram em um curto espaço de tempo, nessa era a qual temos acesso a informação rápida e instantânea posso saber por exemplo, como uma jovem de 21 anos começou um blog, que evoluiu para um vlog, que hoje é patrocinada por empresas pois sua temática é moda e beleza e viaja o mundo todo e tem a mesma idade que eu.

Isso é só um exemplo de muitos outros que chegam ao nosso conhecimento, é a geração Y que vai em direção ao que ela gosta de fazer, ao que dá prazer e ao que a move, assim de repente você começa algo despretencioso que com o tempo adquire alto valor ao mercado e a mídia se apropria disso e nos fornece tais informações.

Resultado de tudo isso: Me sinto atrasada nesse processo, o que me faz perguntar: Pera... essa tal pessoa que ganha destaque além de estar aquém de minha realidade, é apenas uma amostra muito pequena para servir de um modelo a ser seguido.

Quando olho ao redor, presencio pessoas com esse mesmo sentimento, que são tão inseguros quanto eu e que podem estar tão perdidos quanto ao que fazer no futuro. O fato é que não me sinto autorizada a me dar esse tempo, porque não se pode ficar mais parado hoje em dia, inércia é quase um pecado, é patológico, há sempre algo que precisa ser feito e quando penso ter alcançado uma etapa importante ou que pelo menos me faça ter algum "descanso" sou inquirida a fazer mais, a completar uma lacuna...

O meu recado é que sempre haverá lacunas, é como alguns pais que graças à Deus ainda dizem aos seus filhos quando esses entram em conflito por querer uma coisa e outra e mais outra "Meu filho, não se pode querer tudo". A palavra de ordem atualmente é: Você pode ter tudo que quiser, basta querer. Como se houvesse uma relação mágica entre querer e receber algo, "pensar positivo" e outras baboseiras as quais somos expostos diariamente.

Não posso me dar um tempo em um mundo e um mercado que é frenético, porque não sei o que pode acontecer amanhã, então o hoje é tudo que tenho para fazer as coisas que preciso e ao fim do dia não fiz metade do que julgo que precisava ser feito.

Penso que são nesses momentos é que preciso aceitar minhas limitações e dar tempo ao tempo. Não tem como estar motivada sempre, há que se ter serenidade e temperança, uma pausa para analizar as circunstancias e ter a esperança em algum dia bom.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Carta ao calouro de Psicologia



Caro calouro,

O semestre começou faz tempo né? Desculpa se te devi uma carta, não sou tão veterana assim, mas já passei da metade do curso então acho que vale né? Tenho essa cara de eterna caloura mas não se engane...já entendo um pouco alguns esquemas.
          Provavelmente você já se apresentou em todas as aulas da primeira semana e deve estar aliviado que as provas do primeiro bimestre já se foram e você pode respirar tranquilo (ou não). Apesar da pressão das primeiras provas do ensino superior você sobreviveu.
         Aqui estão alguns conselhos de minha pouca experiência nessa vida de acadêmica em uma instituição privada (ressalto esse fato, porque se fosse numa pública a pegada seria outra).
         1. Se você realmente acredita que está fazendo psicologia pra ajudar os outros, lembre-se que o primeiro que precisa de ajuda é você (sério!), uma colega de sala disse uma coisa interessante sobre um artigo, que ser psicólogo é uma profissão de risco...o que leva um ser humano a estudar 5 anos para estar de frente com o sofrimento do outro? Não importa onde ele irá atuar, vai ter pepino e conflito, por isso não banque o autossuficiente, deixa de drama e vá logo fazer uma terapia.
        2. Se você disse que escolheu o curso porque "aconselha seus amigos" já deve ter percebido que estava enganado quanto a suas reais motivações, o susto começa quando você só escuta princípios relacionados à ciência, teorias diversas sobre a psicologia, filosofia e antropologia. Se você estava achando que ia aprender a intervir aqui e ali no começo do curso sinto muito! Nem eu cheguei lá ainda, imagine você! Relaxa e lê esses textos que é importante. Sim! Tem 50 páginas para amanhã e você acha humanamente impossível não só ler mas entender esse bando de palavra "paradigma" "fenomenologia", "psiquê", "observação sistemática" e tantas outras que te fazem recorrer ao dicionário ou até deixar passar batido sem sacar que essa é uma das palavras-chave do texto.
      3. É importante que no início você leia muito e fale de menos, deixa pra dizer "eu não concordo com isso" quando você tiver ao menos um embasamento teórico, porque senão além de passar vergonha vai ser lembrado de novo que seus achismos ficam da porta pra fora, que agora você está estudando ciência e deve ser imparcial. A propósito, isso é importante só no começo.... depois você vai sacar que seus professores não são neutros (podem ser éticos, mas neutralidade em ciências humanas é algo controverso) vai ser uma guerra e pode ser que a cada semestre você goste de teorias opostas, ou não.
          3.1. Sobre abordagens: acredite...a psicologia é muito mais que Psicanálise x Behaviorismo, é perca de tempo ficar nesse dilema, se você gosta de uma ou outra é opção sua e se não gosta de nenhuma não se sinta pressionado, psicologia é muito mais que isso, lembre que há a terceira força por aí (humanismo) e outras muitas teorias, com pesquisas quanti e quali, formas de atuação que necessitam de um aporte multidisciplinar,enfim... a vida lá fora é mais que esses dileminhas acadêmicos.
         3.2 Não fique chocado, abordagem não deveria ser religião, alguns professores vão dizer que isso é crucial, vai definir os rumos da sua vida profissional (coisa que é relativa), então meu conselho é: Pelo menos mergulhe um pouco e cada teoria, vale à pena, se não gostar pelo menos você aprendeu e agora pode colecionar argumentos contra kkkkkkkkkkk. Não quer dizer que você fará o "samba do crioulo doido" com as teorias, quer dizer que você precisa saber diferenciar, entender pelo menos o básico de cada uma e caso se interesse por uma área ou corpo teórico em particular, vai fundo.

Acho que dá pra sobreviver né? Claro que escrevi isso com base nas minhas vivências, se fosse outra pessoa esses "conselhos" com certeza sairiam de outro jeito. Em síntese, aproveite o máximo do curso, veja palestras, vá a congressos e por último mas não menos importante... FAÇA TERAPIA!




 
     

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Sobre Abordagem teórica

Se você faz psi, provavelmente se identificará com minha narrativa, se não...vai boiar colega já estou avisando.

Essa postagem se relaciona com um dilema muito presente nos estudantes de psicologia. E aquela típica pergunta de: "já escolheu sua abordagem?" dá arrepios, até parece aquela pergunta cliché de fim de ensino médio: "e aí, que curso você vai fazer?

Eu confesso que me senti muito "vira-folha" nesse curso, pois a cada semestre surgia um affair com uma teoria. Primeiro com a Psicanálise foi uma relação de amor e ódio, depois veio um certo encanto pelo humanismo (principalmente a gestalt terapia do Perls *-*), daí tinha a análise do comportamento que ficava de escanteio, ao longo do curso eu ficava me perguntando a utilidade de uma vida toda dedicada à explicações de S-->R (um estímulo elicia uma resposta).

Até que... na metade do curso eu pude conhecer os pressupostos da AC com mais detalhes e fiz um estágio básico com o embasamento teórico dentro da AC e minha terapeuta era analista do comportamento. Bom, até a metade do 5º semestre eu entendia análise do comportamento mas não estava muito a fim de aderir, até porque sempre me considerei dualista e nunca monista.

Mas sei lá, eu li tanto durante o estágio básico que acabei achando tudo com muito sentido e comecei a me sentir profundamente irritada quando alguém criticava a análise do comportamento com aqueles argumentos clichés do século passado. Também não sou cega pra perceber que a visão de homem dá análise do comportamento (apesar de na minha opinião ela consegue contemplar o ser humano em 3 dimensões bem completas, ou seja, em sua filogênese, ontogênese e cultura) trás suas limitações porque ela atua sempre sob seus pressupostos base.

Outra coisa que tinha decidido era que não ficaria discutindo inutilmente (no sentido de sair convertendo pessoas à análise do comportamento) até porque religião eu já tenho... não preciso ficar de missionária de vertente teórica nenhuma do meio acadêmico.

Ainda assim, no meio desse processo posso afirmar que não estou segura 100% dessa escolha, e também não acho que ela deve ser tipo o guia eterno da vida profissional, porque a psicologia como ciência e profissão não se resume em psicanálise versus behaviorismo e outras tretas teóricas por aí. Até porque ainda não defini meu campo de atuação, mas acredito que posso me utilizar de técnicas de outras teorias mas mantendo um recorte externalista no modo de interpretar os fatos.

Enfim, acredito que dilemas acadêmicos sempre existirão. Sempre haverá um professor vendendo seu "peixe" ou seja, apresentado seus pressupostos teóricos como o arauto da verdade, o que confirma que na ciência obrigatoriamente a ética deve estar presente, mas neutralidade.... "acho que não colega, rs".

segunda-feira, 9 de março de 2015

Pão, vinho e carneiro

Parece que os momentos de luto precisam ser regados a comida. Já passou por alguma situação de morte na família? Pois é! A casa fica cheia de parentes e a única coisa que não para de circular pela casa são os comes e bebes. Seria uma ocasião perfeita para uma festa, só que meio às avessas, em meio ao torpor resultante daquela dor imensa da perda, estimulamos o nosso paladar como nunca para obter algum conforto. Foi isso que aconteceu em uma semana por aí, marcada pelo luto, marcada pelo adeus.
A mesa estava tão linda e bem posta com castiçais de vela, talheres finos que pareciam algo da renascença, estávamos ali sentados nos confortando com comida: pães sírios, taças de vinho e um carneiro assado, tentando desviar dos assuntos que remetiam à partida, à terminalidade, àquele buraco no peito.
Então, começamos a degustar os pães, os molhos especiais, uma culinária tipicamente árabe (com aquele singelo toque brasileiro), discutimos sobre gastronomia, fé e por fim sobre a partida, falar também conforta, mesmo que as lágrimas ainda insistam em rolar pelo rosto e seja necessário a medida de um cálice de vinho para aplacar a dor ou se utilizar de uma lembrança feliz para suspirar e manter a postura.
Porque, boa parte das pessoas vão sem avisar, a morte de qualquer forma não é muito fã de deixar recados e mesmo que ela pareça certeira, ainda sim, tem a capacidade de nos ferir, de nos separar do bem amado e por fim, de nos obrigar a nos anestesiar, com pão, vinho e carneiro, ou qualquer outro alimento, numa mesa de modelo antigo ou em pé ao lado da mobília da cozinha, com pessoas ao redor ou transitando de um lado para o outro, em uma semana qualquer mas que foi marcada por um luto que nunca será digno de levar o pronome "qualquer" ao seu lado.

Olá 2015, porque 2014 has already gone

                                                                                Acho que o ano ainda está novinho para eu fazer uma postagem estilo "mimimis de fim de ano e blablablá's" né?
Confesso que sinto essa necessidade de ficar "prestando contas" a mim mesma a cada ano que se passa. O que não é ruim, porque é bom analisar o que se anda fazendo para verificar se é nesse rumo que você pode garantir alguns de seus objetivos a longo prazo. Falando em prazo...essa coisa de não fazer listinha de ano novo têm funcionado! Eu continuo estabelecendo metas diárias (que vamos combinar, nem elas eu ando seguindo ultimamente). Mas não quer dizer que eu não pense no futuro, ou melhor, que eu não tenha sonhos e tal...mas as coisas andam em um ritmo tão frenético que prefiro me concentrar no agora e esperar que minhas ações repercutam no futuro. Então digamos que sim eu penso no futuro e me projeto pra isso, no entanto, tento viver um dia de cada vez tendo a consciência de que pequenas ações contribuem para metas de longo prazo (tava achando que eu estava vivendo o estilo Zeca Pagodinho é? "deixa a vida me levar, vida leva eu"...kkkkkk).
          Outras coisas que aconteceram ou vêm acontecendo é que tenho aprendido a lidar com imprevistos e sendo menos rígida com alguns aspectos como quebra de rotina, porque se tem uma coisa que eu gosto é essa tal de rotina. Não estou afim de listar como eu fiquei assim, pois nunca fui uma criança pragmática ou toda certinha com os estudos mas nessa trajetória linda chamada vida ficamos expostos a diferentes situações e fatores que nos modelam (vocabulário skinneriano levemente dando as caras por aqui).
          E aí como fica a igreja, eu, Jesus e tudo mais? Pois bem...se eu pudesse eleger o ano de crises relacionadas a pressupostos teológicos 2014 sem dúvida estaria no topo da escada! E quando digo isso não me refiro a uma crise de relacionamento com Deus (conduta, relacionamento ou algo do tipo) mas sim com os sistemas teológicos e suas perspectivas bíblicas. Não me arrependo de ter pesquisado ou lido coisas sobre crenças e formas de pensamentos que não são defendidos pela minha igreja, até porque a internet está aí e temos acesso a todo tipo de conteúdo (bom e ruim), mas nesse quesito eu fui bem seletiva ao escolher textos e autores. O fato é que depois dessa "viagem" e dilemas calvinistas e arminianos eu resolvi, no fim das contas, dar um tempinho nisso e me dedicar mesmo em servir minha comunidade religiosa e irmãos em Cristo através do ensino da palavra e me manter em oração, não nego que tenho simpatia imensa pelo calvinismo (acho coerente e tudo mais, no entanto, dei um break por enquanto) e claro que mantenho uma postura ética diante disso. Por fim, o que tirei de bom de toda essa situação foi conhecer a graça de Deus de fato, infelizmente, ela é entendida de forma deturpada em ambientes legalistas, mas isso é tópico para outras postagens.
          Projetos pro blog? Sabe como é né... eu planejo e saio executando de forma bem espaçada, mas já organizei minhas postagens com marcadores que são esses: "confissões de uma estudante de psicologia" (para postagens relacionadas à vida acadêmica), "curly hair" (para postagens sobre cabelo), "poeminhas" (para os meus poeminhas do senso comum, sem refinamento estilístico), "textos alheios" (para publicação de textos de outras pessoas); novos marcadores: "Cristianismo, mundo e eu" (para postagens relacionadas à religião e afins) e "crônicas" (para historinhas minhas, coisa e tal).




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Sobre o preconceito relacionado à psicoterapia



          Acho que estou meio atrasada para começar essas confissões, se já estou no sexto semestre muita coisa já rolou nesse período e um caminhão cheio de paradigmas meus já tombou e ainda tem uns pra caírem por aí!
          Começando com os primeiros dias de aula com a sala lotadíssima e os professores quebrando minha visão quanto à necessidade de fazer terapia durante o curso e eu pensei: - Era só o que me faltava! Me tratar pra ter que cuidar dos outros....haa não durou um mês! Durante meus estudos de filosofia sobre teorias aristotélicas, de Platão,  Descartes e outros sobre divisão ou não entre corpo e mente, fora história da psicologia, ciências sociais e outras matérias introdutórias que me fizeram voltar atrás quanto a minha objeção de fazer psicoterapia.
          É difícil explicar para as pessoas porque um graduando de psicologia precisa fazer terapia porque subtende-se que se a pessoa está estudando para entender o comportamento  ou a "mente" do ser humano invariavelmente ela estará apta o suficiente para entender seu próprio comportamento, certo? Errado! Somos convidados a descer do tablado de pseudo auto-conhecimento e admitir que temos resistência (psicanaliticamente falando...) para ter acesso e insight com certos conteúdos internos ou skinnerianamente falando nós não conseguimos discriminar com muita clareza as variáveis das quais nosso comportamento é função (uau, como é engraçado escrever a mesma coisa a partir de perspectivas teóricas diferentes, rs...).
          Enfim, será então que todo mundo TEM que se submeter à psicoterapia? Penso que não, porque há pessoas que conseguem passar pela vida e construir uma enorme resiliência diante das crises e sofrimentos que todos passamos ao longo de nossa trajetória. Agora, se você é estudante de psicologia faça! Digo isso em um modo bem imperativo mesmo porque embora o curso de psicologia não seja somente aprender coisas relacionadas à clínica, vale muito à pena vivenciar na prática o que estudamos e é uma jornada incrível que fazemos dentro de nós mesmos.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

História dos cachos - Parte 2

Adolescência

          Então, avancemos para adolescência! O ápice das crises existenciais capilares, no qual eu resolvi alisar o cabelo e ganhar minha "liberdade". Depois de tentar de tudo - menos o que parecia óbvio - eu pensei seriamente que meu cabelo precisava de umas intervenções urgentes! Antes de alisar, aos 12 anos eu tive a ideia brilhante de fazer um franjão. Na época foi moda, então você podia ver milhares de meninas com franjão e o cabelo cacheado lambido e pingando de água. Eu me achei linda, uau... uma franja lisa, não satisfeita comecei com um tal de alisamento pra abaixar a raiz.
        Ficou "lindo", sério! Aprovação social foi o que não faltou, não sei se tu sabes mas pra um adolescente a aprovação social é tudo nessa vida! É quando negamos parte de nós pra se apegar a uma identidade grupal, o bom é que quando isso passa resgatamos parte do nosso eu, enfim...voltando à história os problemas só começaram quando o cabelo foi crescendo porque no início era bacana ver aquela raiz lisinha e o resto do cabelo com cachos bem abertos, no entanto o cabelo foi crescendo e ficando aquela coisa nem lisa e nem cacheada e o cabelo elástico, quebradiço e cheio de pontas duplas.
          Eu não julgo quem alisa o cabelo, mas acho que a pessoa precisa passar por um juízo crítico com relação a si e ver se realmente ela faz isso porque a agrada, ou a forma de ver a si mesma está, em sua maior parte, condicionada àquilo que os outros acham dela. Não teria sido ruim se eu tivesse informação e consciência o suficiente do tanto de cuidados que eu precisaria ter para cuidar de um cabelo alisado (e vamos combinar que dá mais trabalho que um cabelo natural né?), mas infelizmente tive que submeter meu cabelo durante quase 3 anos de alisamento.
          Não quero começar aqui o discurso que muitos fazem com relação a cabelos crespos/cacheados dizendo que a sociedade discrimina e parece que se você nasceu com o cabelo assim tem algo errado porque ele é "ruim", acho que a maioria das pessoas já sabem disso certo? Se não...que pena, está na hora de você se soltar dessas amarras sociais que nos fazem criar estigmas pois o que é bonito no Brasil é a diversidade, é você ter pessoas loiras e brancas com o cabelo cacheado, negros de cabelo crespo e olhos verdes e as misturas mais variadas de etnias, isso é lindo! Isso é ser brasileiro.
          Vamos ver as fotos né?


























quarta-feira, 30 de julho de 2014

A História dos meus cachos

Parte 1 - Infância

          Sempre pensei em escrever ou contar como eu assumi meus cachos. Esse caso de amor entre eu e meu cabelo nem sempre foi tão harmonioso e feliz! Precisei fazê-lo sofrer um pouco para entender como cuidar e apreciar sua verdadeira beleza.
          Vamos começar com a infância. Meu cabelo era bem fininho, liso na raiz, fazia uns cachinhos nas pontas, coisa linda de se ver.  Daí cresci e vi que cuidar dele não era tão fácil! Minhas irmãs quando penteavam ele faziam cachinhos coisa e tal... mas quando era minha vez de cuidar, não prestava.
        Quando eu tinha uns 7 ou 8 anos, às vezes dormia com ele molhado (o que é um pecado mortal pro cabelo), não fazia hidratação... enfim. Eu chorava horrores porque com o tempo ele ficou extremamente cacheado e era muuuuuuuuuuito, muito cabelo embora todos achassem ele lindo eu não gostava nenhum pouco, toda vez que eu dava minhas crises de ódio ao cabelo com direito a choro e drama meu pai falava: "- menina se tu continuar falando nesse cabelo eu vou passar a máquina nele" ótimo consolo hein!
          Em relação ao comprimento ele era enorme e muito volumoso. Meu sonho (como de muitas meninas cacheadas na infância) era ter aquele cabelo bem liso e disciplinado (às vezes me pegava sonhando em alguma fórmula mágica para que ele ficasse bem lisinho) não aceitava de forma alguma o fato dele me dar muito trabalho, no entanto, eu fazia investidas em produtos que prometiam abaixar o volume e dava certo no início, mas depois eu desleixava com os cuidados novamente e o ciclo era sempre esse: ódio e maus cuidados --> descobria um produto "milagroso" --> usava --> dava certo --> desleixava --> ódio e maus cuidados, e assim voltava o ciclo novamente.
          O fato era que eu queria um cabelo o qual eu mantivesse os cuidados como se ele fosse liso! Como assim? Bem sabemos que os cachos precisam de cuidados especiais e isso inclui mais de uma hidratação por semana e uso correto de produtos, justamente por causa da estrutura do fio e por ele ser mais seco do que um cabelo liso (coisa que não entrava no meu raciocínio de criança). Daí eu sempre deixava ele molhado, partido ao meio ou de lado, mas sempre lambido na raiz, o meu maior temor era quando ele secava porque eu sabia que ficaria volumoso, então eu amarrava e pronto.
          Hoje em dia eu vejo algumas fotos e penso que quando ele estava arrumado ficava tão lindo! Eu realmente sofria de um problema que eu intitulo de SCA (Síndrome do Cabelo Alto) kkkkkkkk. Eu explico essa síndrome e se você tem cabelo cacheado e já sofreu disso vai se identificar! E assim: você sempre acha que seu cabelo está volumoso quando seca, mesmo quando outras pessoas dizem que está ótimo e os cachos estão lindos, daí você olha no espelho e tudo que enxerga é algo grotesco, alto, terrível que precisa ser domado, então você não acredita nas pessoas e pensa frequentemente no que fazer pra se livrar desse cabelo que parece um "corpo estranho" em cima da sua cabeça (acho que fui um pouco dramática né? Mas era assim que eu me sentia).

Fotos




quarta-feira, 2 de julho de 2014

Férias o/


   


Julho começa e com ele meus projetos falidos de programas legais para as férias! Mas, já sei como isso termina: comigo usando pijama o dia inteiro em casa, me acabando na netflix! hahahahahaha
       Juro que estava com muitas ideias de posts durante minha correria do semestre... quando estava escrevendo um projeto de pesquisa eu ficava tão ansiosa que ao invés de fazer o trabalho eu postava no blog! Daí, quando as ideias surgiam eu pensava: vou fazer tudo isso nas férias! E cá estou eu de pijama tentando cumprir o que prometi a mim mesma.
       Falando em promessas, eu fiz uma para essas férias: aprender a cozinhar (nunca é tarde para aprender o que você já deveria saber..rs..rs). Pra ser sincera, eu andei por muito tempo fugindo da cozinha, cheguei uma época de mau saber onde se encontravam temperos e afins, eu era uma estranha naquele ambiente. Quando eu era criança adorava ajudar na cozinha cortando verduras, mexendo isso ou aquilo no fogão, me amarrava total. Mas as cenas da adolescência me remontam momentos em que eu chegava em casa, ia direto pro quarto e minha mãe ia pra cozinha e fazia o almoço em uma velocidade record (aquela mulher na cozinha é uma coisa de louco, no bom sentido). As raras vezes em que perguntei se ela precisava de ajuda eu ouvia: "- Não, só preciso que você desça em 10 min para por à mesa".
       Por fim, um belo dia eu acordei e falei: Vou aprender a cozinhar! Mentiiira Na semana que eu fiz 20 anos vi que precisava aprender alguma coisa já que não tirei minha carteira ainda e meu pai está enrolando pra me ensinar a dirigir, então esse negócio de cozinhar me pareceu uma boa, até porque hoje em dia o que você precisa pra cozinhar é saber ler e usar aquele aplicativo maravilhoso de receitas chamado "tudo gostoso"rs...rs... e lógico: os macetes da mama.

sábado, 17 de maio de 2014

Confissões de uma estudante de Psicologia



Quando pensei em fazer psicologia, tinha uns 9 ou 10 anos, muito cedo né? Mas não foi escolha definitiva, o curso só entrou pro hall de possíveis escolhas porque durante a vida escolar surgiram muuuuuuuitas outras opções, mas a Psicologia estava lá... intacta!
Perguntei para conhecidos que faziam o curso sobre como ele era e posso colocar as respostas genéricas todas aqui: "é um curso legal", " é maravilhoso", "tem que ler demais", " se você quer ganhar dinheiro, cai fora desse curso pq vc não ficará rica"... nada de novidade né?
Até que um dia ouvi algo incomum, ouvi um: - "Psicologia? Tem certeza? Comecei esse curso e não aguentei, é forte demais!" Confesso que não entendi bulhufas do que a pessoa queria dizer com "forte"ou "não aguentei"! Como assim? Pensei maleficamente: - Claro que você não conseguiu querida, você não bate bem das ideias, o que há de tão forte? O sofrimento? Ah, a vida é assim, mas eu vou estudar, ler... coisa e tal e pronto. Não é assim que a gente aprende as coisas?
Doce engano, ou melhor dizendo amargo engano!
Não quis me prender a estereótipos do tipo: "todo mundo que faz psicologia é porque tem problemas" ou "todo mundo que faz psicologia é doido", negava isso veementemente! Que isso.. é um curso de pessoas equilibradas, que sabem sobre si e querem ajudar os outros... os outros que precisam de ajuda! OUTRO engano, já te adianto que paguei a língua tá? Não precisa ficar aflito!
O grande outro sou eu mesma, eu que sou uma reles mortal, eu que preciso de ajuda. De onde surgiu essa onipotência inexistente e desmedida?
Quem faz psicologia é louco sim, mas isso não faz de você que não faz alguém "normal" até porque explicar esses próprios termos é um saco de tão complicado quando surge o tal do "depende disso ou daquilo".
E vou parando por aqui, com gostinho de quero mais até pra mim! Posso gastar algumas partes falando como cada pensamento meu pré concebido foi caindo, um a um e quer saber? Me sinto feliz por isso! É bom saber que estava errada, faz eu me atrelar a essa minha condição humana que me permite falhar e recomeçar. Enfim... por hoje é só!




P.S: esse é o início uma série de escritos chamada "Confissões de uma Estudande de Psicologia"! Vamo que vaamo!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Textos alheios parte 2


Amo textos, poemas, reflexões de gente que já morreu (principalmente da galerinha do modernismo e companhia: tia Cecília Meireles, tio Carlos Drummond de Andrade, Oswald...) Mas aqui, nesse espaço, eu prefiro texto que quem os corpos ainda exalam vida e de preferência alguém que eu possa dizer: oi colega, posso postar seu texto? Mas por que fazer isso? Estamos numa era digital e de um compartilhamento em massa de conteúdos os quais você não precisa fazer isso! Copie, compartilhe, coloque o nome se quiser, põe como se fosse seu... como se internet fosse Terra de ninguém e eu me recuso a seguir esse padrão internético (eu e meus neologismos 'nada a ver'). Aspas parecem não ser o suficiente, então adotei esse padrão intimista de humildemente ter o aval de quem escreve!

Tá aqui um texto do Sabino que de forma muito sutil, encheu meu feed de notícias do facebook de alegria quando começou a postar alguns textos, coisas simples, coisas da vida, a simplicidade às vezes pode ser confundida como algo superficial, mas não é! Na verdade, ela revela a profundidade de aspectos mais tênues de nós mesmos!

Apaixonou? Shiii, ferrou. 
"Vira e mexe a gente é surpreendido por declarações de casais apaixonados nas redes sociais. E antes de qualquer critica ou observação, gostaria de confessar que já estive nesse meio, ou provavelmente estarei daqui um tempo. Mas tem coisa que a gente só observa quando esta sóbrio, com a cabeça no lugar. Vem comigo, vamos fazer uma analise sobre a situação...

Primeira coisa, você jura que será pra sempre. E os argumentos são bem 'racionais': Um anjo me disse, nunca senti isso por ninguém, sinto que agora é pra valer, a gente se completa, nascemos um para o outro, e blá blá blá.
Caaaaalma, não to dizendo que vocês não vão ficar juntos, mas toma cuidado com o que anda prometendo, quem promete demais não foca na caminhada. Não vê os políticos?

Segundo, a tragédia que custa caro depois. A empolgaçao de estarem juntos é tanta, que não tem tempo pra mais nada nem ninguém. Você se afasta dos amigos e diz que seu melhor amigo é o seu amor. Ui, que lindo. Sair com a galera só se estiver com o love, se divertir só se estiver com o love, fotos no instagram só se estiver com o love, e tudo sem o love perde a graça, o sentido, as cores, e etc. (Deu nojo só de digitar).
E quando terminar? Vai chorar e morrer no colo de quem? 'Mas a gente nao vai terminar, esse amor é eterno'.

E a pior parte de todas. Geralmente quando se está apaixonado, a gente quer expor o que realmente sente pra pessoa amada. E quando surge a ideia de escrever algo, lascou. Sei que tem gente que se controla, amadureceu o suficiente pra se frear, mas a outra parte não quer nem saber, fala o que 'sente' e quanto mais 'bonito e romântico', melhor.
Mas acredite, tem coisas que deveriam ser proibidas de serem escritas, pro seu próprio bem!
'Você é minha VIDA!' , 'Nao sei mais viver sem você!', 'minha vida só tem sentido se tiver você!', 'é esse sentimento que me deixa viva!'.

NAAAAAAAOOOOOOOO!!!!! Nao, Nao e nao... Ta bom? Tranquilo? 
Eu entendo que a pessoa esteja apaixonada, mas percebe o que diz? Em outras palavras é mais ou menos assim: 'minha vida era uma merda, e passou a ter sentido quando você chegou'. 'Eu não sou nada interessante, e só me torno alguem porque você ta aqui'. 'Se você terminar comigo, se prepara, se eu morrer a culpa é sua'.

Eu sei que não é essa a intenção, mas avalie o que diz, mesmo que possa parecer bonitinho. Tenho certeza que um psicólogo faria uma analise sinistra em cima dessas falas. A menos que você tenha 12 anos e esteja apaixonada pela primeira vez, tudo bem. No mais, não é responsável dizer isso. Ou então, me manda cuidar da minha vida e me ignore. Beijos vida! Hahaha


Sabino Junior.

O que eu achei do texto? É simplesmente a tradução do que eu penso quando vejo essas demonstrações de amor eterno (com 1 semana de namoro) via face, instagram e por aí vai! Antes sinceramente me dava uma ira santa  (mentira Rebecca, a ira não tem nada de santa...rs..rs). Hj eu dou uma risada, e falo: Senhor, não deixa eu ficar assim!